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Autoestima no pós-parto: como o movimento pode ser aliado

O pós-parto é um dos períodos mais intensos na vida de uma mulher. Entre fraldas, mamadas, noites mal dormidas e uma avalanche de emoções, há algo que quase ninguém fala com franqueza: a relação com o próprio corpo e com a autoestima.

Depois de gerar uma vida, o corpo muda. E com ele, muda também a forma como nos sentimos. Olhar ao espelho e não reconhecer o reflexo pode ser duro. Sentir falta da energia e da leveza de antes também. Mas há algo importante que aprendi, e que hoje ensino às minhas alunas: o movimento pode ser um grande aliado para te reencontrares.

Não se trata de “voltar ao corpo de antes”, mas de reconectar com quem és agora. De respeitar o teu corpo, de o cuidar e de o voltar a sentir teu.

Porque a autoestima muda tanto no pós-parto

Mudanças físicas

A gravidez e o parto deixam marcas, e não há problema nenhum nisso. O corpo precisou expandir, adaptar-se e transformar-se. Mas depois do parto, muitas mulheres sentem-se desencaixadas na própria pele: a barriga mais flácida, os seios diferentes, o cabelo a cair, a cicatriz da cesariana ou as estrias.

Essas mudanças podem abalar a confiança. E o problema não está nas transformações em si, mas no que nos ensinaram sobre elas: que precisávamos “voltar” a ser como antes.

Mudanças emocionais

O corpo muda, as hormonas oscilam, e a cabeça fica um turbilhão. É normal sentir-se vulnerável, insegura ou até distante de si mesma. É uma fase em que tudo é novo: o corpo, a rotina e a identidade.

Pressão social e comparações

Vivemos rodeadas de imagens de “mães perfeitas” que recuperam a forma física em semanas. Compararmo-nos a essas imagens é injusto e irreal. O pós-parto real é lento, desorganizado e profundamente humano.

A culpa e a autocrítica

A culpa acompanha muitas mulheres: por não fazer mais, por não se sentir sempre feliz, por precisar de tempo para si. Gostava que todas soubéssemos, desde o início, que cuidar de nós também é cuidar do bebé.

O impacto da baixa autoestima na vida da mãe

Relação com o corpo

Quando a autoestima está em baixo, é comum evitar o espelho, esconder o corpo ou usar roupa larga para “desaparecer”. Mas negar o corpo não o faz desaparecer, só nos afasta mais dele.

Relação com o parceiro

A intimidade pode mudar. Não é falta de amor, é cansaço, desconforto, falta de tempo e, muitas vezes, falta de confiança. Recuperar a autoestima é também recuperar o desejo de estar presente na relação.

Relação com o bebé

Quando estamos exaustas e desvalorizadas, é mais difícil estar emocionalmente disponíveis. O amor continua lá, mas o peso mental torna tudo mais difícil.

Consequências emocionais

A baixa autoestima prolongada pode contribuir para ansiedade, isolamento e até sintomas depressivos.

O papel do movimento na recuperação da autoestima

Movimento vs. exercício

Nem sempre é preciso “treinar” para cuidar de ti. Às vezes, basta mexer o corpo: caminhar, respirar, alongar. O movimento é o primeiro passo para voltar a sentir o corpo como um lugar seguro e teu.

Reconexão corporal

Mexer o corpo com atenção devolve-te consciência: sentes músculos que esqueceste, percebes forças que achavas perdidas. O treino adaptado no pós-parto ajuda a recuperar essa ligação, com segurança e sem pressa.

Produção de endorfinas

O movimento ativa substâncias no cérebro que reduzem o stress e aumentam a sensação de prazer. A ciência confirma o que tantas mães já sentem: treinar é uma forma natural de cuidar da saúde mental.

Momento de autocuidado

O exercício torna-se o teu tempo. Um espaço de pausa no meio do caos. Um lembrete de que também precisas de ti.

Benefícios físicos e emocionais do exercício no pós-parto

Físicos

  • Melhora a postura e reduz dores nas costas e ombros, tão comuns nesta fase.
  • Fortalece o core e o pavimento pélvico, essenciais para estabilidade e recuperação.
  • Aumenta a energia, ajudando a lidar melhor com as exigências diárias.

Emocionais

  • Reduz stress e ansiedade, através da libertação de endorfinas.
  • Melhora o humor e o sono.
  • Aumenta a confiança, porque cada pequena conquista no treino reflete-se fora dele.

Exercícios simples para começar e sentir diferença

(Estes exercícios são exemplos seguros e suaves, perfeitos para começar. Sempre com autorização médica após o parto.)

Respiração consciente

Deita-te de costas, dobra os joelhos e coloca as mãos sobre o abdómen. Inspira pelo nariz, deixando o abdómen expandir. Expira pela boca, ativando suavemente o core. Este exercício acalma a mente e desperta o corpo.

Caminhadas leves

Uma curta caminhada, ao ar livre, pode mudar completamente o teu dia. Não é só exercício: é tempo para respirar e observar o mundo fora de casa.

Mobilidade e alongamentos

Movimentos circulares da pélvis, alongamentos de costas e ombros libertam tensão acumulada e ajudam a recuperar mobilidade.

Exercícios de pavimento pélvico

Contrações suaves, coordenadas com a respiração, fortalecem o centro do corpo e devolvem confiança.

Treino funcional adaptado

Pequenas sequências com o peso do corpo, combinando respiração, estabilidade e força, ajudam-te a ganhar resistência sem sobrecarregar.

Como cultivar uma relação positiva com o corpo no pós-parto

Aceitar o processo

O corpo não volta a ser o de antes, e isso é bom. Ele cresceu, protegeu, alimentou e deu vida. Merece respeito e tempo.

Evitar comparações

Cada corpo tem um ritmo diferente. A comparação só rouba energia e aumenta frustração.

Focar no que o corpo faz, não no que parece

Em vez de pensar no tamanho das calças, pensa no que o teu corpo conquistou: gerar uma vida, recuperar de um parto, cuidar todos os dias.

Criar tempo para ti sem culpa

Cuidar de ti é cuidar da tua família. O exercício, o descanso e a alimentação não são luxo, são necessidade.

Perguntas frequentes sobre autoestima e exercício no pós-parto

O exercício ajuda mesmo na autoestima?

Sim. Não só pelo físico, mas pela sensação de competência e bem-estar que cria.

Posso treinar mesmo que ainda me sinta fraca?

Podes, e deves. Com treino adaptado e orientação correta, o movimento ajuda-te a ganhar força de forma segura.

Quanto tempo demora até voltar a sentir-me bem com o corpo?

Não há tempo certo. A autoestima constrói-se passo a passo, à medida que recuperas energia, força e confiança.

É normal não me reconhecer no espelho?

É. Mas esse olhar muda com o tempo, à medida que te reconectas e aprendes a ver o corpo com mais compaixão.

E se não tiver motivação para começar?

Começa com algo pequeno: 5 minutos de respiração, uma caminhada curta. A motivação vem depois da ação.

Histórias reais de mães que recuperaram autoestima com movimento

A Marta, após o parto, evitava o espelho e dizia sentir-se “invisível”. Começou com exercícios simples em casa e, em poucas semanas, sentia-se mais confiante e com mais energia.

A Inês achava que precisava “voltar ao corpo de antes” para se sentir bem. Hoje entende que não precisa de ser igual, só precisa de se sentir viva e forte no corpo que tem agora.

Estas histórias são a prova de que o movimento transforma mais do que o corpo, transforma a forma como te vês e sentes.

O papel do acompanhamento especializado

No pós-parto, o treino certo faz toda a diferença. Um programa adaptado garante segurança, resultados e consistência.

Na Turma das Super Mamãs, cada treino é pensado para fortalecer o corpo, aliviar tensões e devolver energia e autoestima às mães. É um espaço de cuidado, partilha e motivação, criado para mulheres reais, com rotinas reais.

Conclusão: O teu corpo merece respeito e amor

A autoestima no pós-parto não nasce do espelho nem das medidas. Nasce da forma como cuidas de ti, da paciência com o teu corpo e da coragem de te colocares na lista de prioridades.

O movimento é uma das formas mais bonitas de agradecer ao corpo por tudo o que ele já fez por ti. É uma celebração, não uma cobrança.

Se queres recuperar energia, força e confiança, experimenta uma aula gratuita da Turma das Super Mamãs.

Redescobre-te através do movimento, com leveza e amor.

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