Quando estava grávida, ouvi muitas vezes a frase: “O mais difícil é o parto, depois tudo melhora.” Mas a verdade é que, quando cheguei ao pós-parto, percebi que ninguém me tinha preparado para o que vinha a seguir.
O pós-parto é intenso, desafiante e cheio de surpresas — algumas boas, outras menos. É uma fase de amor imenso, mas também de mudanças profundas no corpo, nas emoções e na rotina. Se há algo que aprendi é que falar sobre isto é essencial. Não para assustar, mas para dar às mulheres a informação e o apoio que tantas vezes faltam.
Por isso escrevo este artigo: para partilhar contigo o que eu gostava que me tivessem dito quando passei pelo pós-parto: verdades simples, mas que fazem toda a diferença quando nos sentimos perdidas entre o amor, o cansaço e o novo papel de mãe.
O choque da realidade pós-parto
O corpo não volta ao normal de um dia para o outro
Depois do parto, é natural esperar que a barriga diminua logo e que em pouco tempo o corpo volte a ser como antes. Mas a ciência mostra que a recuperação pós-parto é um processo gradual: o útero leva cerca de seis semanas a regressar ao tamanho original, e a recuperação muscular e tecidular pode demorar meses. A cicatriz da cesariana, os pontos do parto normal, a diástase abdominal… tudo isto faz parte da realidade que eu gostava de ter sabido com antecedência.
O corpo não volta ao normal de um dia para o outro
Ninguém me tinha explicado o que significa dormir aos bocadinhos. A privação de sono afeta o humor, a energia e até a forma como pensamos: e estudos mostram que a falta de descanso está associada a maior risco de ansiedade e depressão pós-parto (Okun et al., Sleep Medicine Reviews, 2018). Há dias em que o corpo parece não aguentar, e está tudo bem. Aceitar que o descanso nem sempre será perfeito é o primeiro passo; valorizar pequenas pausas já faz diferença.
A pressão social
Existe uma expectativa de que a mãe esteja sempre feliz, impecável e cheia de energia. Mas essa pressão constante aumenta o cansaço e o sentimento de culpa. Gostava que me tivessem dito: não tens de estar sempre bem, é normal sentir-te cansada, confusa ou até triste. Isso não te faz menos mãe, faz-te humana.
O que ninguém me disse sobre as emoções no pós-parto
Baby blues é real
Nos primeiros dias, chorei sem motivo aparente. É o chamado baby blues: resultado das alterações hormonais e do turbilhão de emoções. Passa ao fim de algumas semanas, mas na altura senti-me perdida e sozinha.
Ansiedade e sobrecarga mental
Vivia em constante estado de alerta: será que o bebé está a respirar? Será que mama o suficiente? Será que estou a fazer tudo bem? A ansiedade e a sobrecarga mental acompanham muitas mães e podem tornar-se sufocantes.
A importância de pedir ajuda
Gostava que me tivessem dito mais vezes: pede ajuda sem culpa. Não és menos mãe por precisares de apoio. Ter alguém que segura o bebé para poderes descansar ou tomar banho é precioso e faz toda a diferença.
O corpo no pós-parto: o que eu gostava de ter sabido
A diástase abdominal
Até ao pós-parto, nunca tinha ouvido falar de diástase abdominal. É a separação dos músculos retos do abdómen, comum depois da gravidez. Gostava de ter sabido que há exercícios específicos para ajudar a recuperar e que não é com abdominais tradicionais que se resolve.
O pavimento pélvico precisa de cuidados
As perdas de urina, a sensação de peso pélvico ou o desconforto durante relações sexuais não são “normais”: são sinais de que o pavimento pélvico precisa de atenção. Informação que me teria poupado muitas dúvidas e frustrações.
As dores nas costas e no corpo
Entre a gravidez, a amamentação e a rotina exigente, as dores nas costas tornaram-se constantes. Gostava que me tivessem dito: o movimento adaptado é parte da solução.
O que eu gostava que me tivessem dito sobre o exercício no pós-parto
Não é sobre estética, é sobre saúde
Durante muito tempo achei que o exercício no pós-parto era para “voltar à forma”. Hoje sei que é muito mais: é recuperar força, energia, postura e confiança.
Exercícios simples já fazem diferença
Respiração diafragmática, alongamentos leves, caminhadas curtas. Pequenos passos que parecem quase insignificantes, mas que aliviam dores, melhoram o humor e ajudam a retomar a conexão com o corpo.
O exercício é também autocuidado
Treinar tornou-se o meu momento. Não era só sobre o físico, mas sobre reservar um espaço para mim no meio da rotina caótica. Esse tempo é o que me permitia regressar ao bebé mais calma e disponível.
O papel da alimentação e do descanso
Comer bem faz diferença na energia e recuperação
Com um bebé pequeno, a tentação de “comer qualquer coisa” é grande. Mas percebi que refeições simples, rápidas e nutritivas faziam toda a diferença na energia diária.
Descansar sempre que possível
“Dorme quando o bebé dorme” parece cliché, mas percebi que pequenas pausas, mesmo que não fossem longas, já ajudavam. Nem sempre é possível, mas é importante aceitar ajuda para poder descansar.
A importância da rede de apoio
Não é fraqueza aceitar ajuda
Gostava que me tivessem dito: não tens de dar conta de tudo sozinha. Ter alguém que cozinha, faz uma máquina de roupa ou olha pelo bebé por uns minutos pode mudar o dia.
Comunidade faz diferença
Falar com outras mães que vivem o mesmo é terapêutico. Perceber que não estamos sozinhas, que outras também sentem as mesmas dificuldades, é um grande alívio.
O que me ajudou a sentir-me melhor no pós-parto
Pequenos rituais de autocuidado
Respirar fundo, tomar um banho relaxante, escrever num caderno ou fazer uma caminhada curta. São pequenos gestos que ajudam a reencontrar equilíbrio.
Treino adaptado em casa
Não precisei de ginásio nem de horas livres. Bastaram treinos curtos, adaptados e consistentes para começar a sentir melhorias reais na energia e no bem-estar.
Apoio emocional e partilha
Conversar com amigas de confiança e participar em grupos de mães foram passos fundamentais para aliviar a solidão do pós-parto.
Perguntas frequentes sobre pós-parto (com respostas sinceras)
Quanto tempo demora a recuperar no pós-parto?
Não existe prazo certo. Cada corpo é único. Para algumas mulheres são semanas, para outras meses.
É normal sentir-me triste depois de ter o bebé?
Sim, até certo ponto. Mas se a tristeza for persistente e intensa, deve-se procurar ajuda.
O exercício ajuda mesmo no pós-parto?
Ajuda muito: na postura, na energia, no humor e até na autoestima.
Preciso de acompanhamento especializado?
É altamente recomendado. Um programa adaptado dá-te segurança e evita erros que podem atrasar a recuperação.
O que fazer quando me sinto sozinha?
Procurar uma rede de apoio: família, amigas, grupos de mães ou programas que unam exercício e comunidade.
Histórias de outras mães
A Marta sentia dores nas costas diárias até começar a integrar exercícios simples de mobilidade.
A Inês vivia ansiosa e encontrou alívio ao participar em treinos de grupo online.
A Sofia sentiu-se menos sozinha quando percebeu que outras mães partilhavam as mesmas dificuldades.
O papel do acompanhamento especializado
Sozinha já teria sido difícil, mas sem orientação teria sido ainda mais. É por isso que a Turma das Super Mamãs nasceu: para dar às mulheres um espaço de treino adaptado, apoio constante e uma comunidade de mães que se entendem entre si.
Com treinos curtos, práticos e seguros, é possível recuperar força, aliviar dores e, acima de tudo, sentir que não se está sozinha.
Conclusão: Não precisas passar pelo pós-parto sozinha
O que eu gostava que me tivessem dito quando passei pelo pós-parto é que esta fase é desafiante, mas não é para ser vivida em silêncio ou solidão. O corpo muda, as emoções mudam e a rotina muda — e tudo isso é normal.
A diferença está em como escolhemos cuidar de nós neste processo.
Se também queres recuperar energia, confiança e bem-estar, experimenta uma aula gratuita da Turma das Super Mamãs. Porque cuidar de ti é também cuidar do teu bebé.